Os antigos xamãs e xamãs compreendiam que somos parte de um todo maior – parte da Natureza. Mas percebiam a Natureza não apenas como o mundo natural das plantas e dos animais, mas como a natureza do próprio universo, de cujas riquezas extraíam sem limites.
Mãe Terra e Pai Cosmos – uso aqui “Pai Cosmos” em vez do tradicional “Pai Céu”, porque a palavra Cosmos captura hoje mais da riqueza desse espaço; poder-se-ia igualmente dizer “Pai Universo” para apontar um âmbito de existência ainda mais amplo – Mãe Terra e Pai Cosmos são aspectos da existência dos quais nós mesmos fazemos parte. Os antigos xamãs compreenderam e utilizaram essa conexão como fundamento de sua prática.
Um Mundo Mais Rico do Que Aquilo Que Podemos Ver
Mãe Terra e Pai Universo representam uma existência vasta e multidimensional. Vivemos num mundo muito mais rico do que a sua porção materialmente observável. Por meio da visão e da prática xamânica, podemos entrar num estado de percepção expandida – libertando-nos dos limites da forma física e acessando os espaços da realidade não material que nos envolve e nos permeia.
Os antigos xamãs utilizavam ervas e plantas que estimulavam a mente em direções específicas, assim como diversos rituais de valor simbólico e efeito psicológico, com o intuito de iniciar esse estado de visão. Estas eram as ferramentas à sua disposição – e, utilizadas com responsabilidade por praticantes que dedicaram anos à preparação, abriam portas genuínas.
O Novo Xamanismo
O praticante de hoje é capaz de entrar em estado de visão sem qualquer substância de apoio – em qualquer lugar e a qualquer momento – porque compreendemos agora os mecanismos envolvidos. Entendemos como a mente funciona, qual campo estamos percorrendo e como navegá-lo de forma intencional.
Trata-se, em sua essência, de uma prática pura: trabalhar com a mente para tornar possíveis insights através do nosso aspecto não físico – a parte de nós capaz de viajar no tempo e no espaço. E quando compreendemos o princípio em ação e o campo pelo qual nos movemos, reconhecemos que isso é precisamente o que pode ser chamado de uma forma de Novo Xamanismo: um xamanismo que une o conhecimento moderno sobre a mente humana com o cultivo da nossa conexão com o Espaço do qual somos parte integrante – o Espaço chamado Mãe Terra e Pai Cosmos.
É algo belo: a capacidade de unir uma abordagem moderna e científica da percepção com o reconhecimento xamânico ancestral do nosso vínculo profundo com o universo vivo. O Viewing Remoto – compreendido sob essa luz – não é meramente uma ferramenta de pesquisa. É a jornada xamânica em sua nova forma.
Jakub Qba Niegowski – Especialista em Desenvolvimento da Consciência Extrassensorial





