Lembro-me da minha primeira experiência espontânea fora do corpo. Foi na segunda metade da década de 1990. A EFC – Experiência Fora do Corpo – é um fenômeno fascinante. Mas quando não se sabe o que está acontecendo consigo mesmo, e ninguém ao redor consegue explicar, a alegria potencial de compreender algo extraordinário pode ser ofuscada pela confusão e pelo pensamento perturbador de que talvez algo esteja errado com você.
Somos seres sociais. Ao compartilhar nossas experiências e verificar nossas percepções com outros – especialmente com aqueles que já percorreram mais o caminho – encontramos compreensão, contexto e significado. No início, as pessoas ao meu redor estavam na mesma posição que eu: tentando entender essas coisas. Não eram especialistas. Por muitos anos busquei sozinho, aprendendo e analisando, chegando a certas conclusões e verificando minhas teorias e intuições na solidão.
Por Que a Comunidade Muda Tudo
O tema da percepção extrassensorial é maravilhoso e inesgotavelmente fascinante. A capacidade humana de perceber a realidade além dos cinco sentidos físicos – de obter uma visão genuinamente profunda de mundos não-físicos – é algo profundo, algo que oferece esperança real de que podemos superar as limitações da matéria. É exatamente por isso que a experiência de compartilhar essa jornada com outros importa tanto.
Felizmente, vivemos na era da internet, e podemos pelo menos buscar e encontrar espaços com pessoas que pensam como nós – que, como nós, estão buscando e querem trocar experiências. Grupos de discussão, fóruns e chats podem oferecer algum senso de comunidade e a tranquilidade de não estar sozinho.
O problema com os grandes grupos públicos, porém, é o excesso de ruído. Os conselhos que você recebe não vêm necessariamente de pessoas genuinamente experientes – podem vir de pessoas tão novas no assunto quanto você, ou de pessoas com opiniões confiantes construídas sobre muito pouca prática real. Isso pode ser mais confuso do que útil.
Grupos Pequenos: O Ambiente Certo para o Desenvolvimento Real
Quando ensino Visão Remota – o método mais eficaz e valioso de ativar e utilizar a percepção extrassensorial que conheço – faço isso em equipes pequenas de cerca de cinco pessoas. Isso garante que cada participante receba minha atenção total e indivisa durante nossas sessões em grupo. E o próprio grupo tem a chance de uma integração genuina, porque as pessoas naturalmente se integram melhor em ambientes pequenos e íntimos – não em multidões grandes e impessoais.
Fazer parte de tal equipe significa que você não se perderá na multidão. Receberá orientação real, feedback real e – talvez mais importante – a experiência de explorar e descobrir juntos com pessoas que estão genuinamente no mesmo caminho. A percepção extrassensorial não só tem um sabor melhor quando você não está sozinho. Ela se desenvolve mais rápido, vai mais fundo e tem um significado maior.
Jakub Qba Niegowski – Especialista em Desenvolvimento da Consciência Extrassensorial




