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Neste artigo apresentarei uma das técnicas mais fascinantes e cientificamente fundamentadas para ativar e utilizar a percepção extrassensorial a fim de obter informações valiosas – informações que muitas vezes não estão disponíveis por nenhum outro meio.

Muitas pessoas, ao ouvir falar de percepção extrassensorial pela primeira vez, perguntam: “Tudo bem, mas se isso realmente funciona, por que não se fala nisso? Por que os militares ou as agências de inteligência não o utilizam?” A resposta é: utilizam. Pelo menos os serviços de inteligência das grandes potências mundiais fazem uso da percepção extrassensorial há muito tempo.

A História da Visão Remota

A Guerra Fria gerou uma corrida armamentista de tipo muito particular. Quando a inteligência norte-americana descobriu que a União Soviética possuía um programa de espionagem parapsíquica, a reação foi imediata: “Se os russos têm espiões psíquicos, não podemos ficar para trás nesse campo!” A decisão foi tomada: lançar um programa de pesquisa militar e iniciar o treinamento de espiões PSI – PSI, da letra grega Ψ (psi). Na psicologia, Ψ designa a psique; na parapsicologia, refere-se a todos os fenômenos paranormais.

A pesquisa produziu um resultado notável: era possível treinar indivíduos para utilizar a percepção extrassensorial de forma estruturada e controlada – para perceber um alvo sobre o qual nunca foram informados e fornecer descrições precisas do mesmo. Os casos de sucesso sob protocolos científicos rigorosos, como os utilizados pela inteligência norte-americana, são oficialmente confirmados – graças às leis americanas que exigem a desclassificação de informações militares após um determinado período. Sabe-se que os norte-americanos utilizaram a Visão Remota com êxito, e existe documentação confirmada e considerável sobre o assunto.

As informações desclassificadas também inspiraram produções cinematográficas, entre elas Os Homens que Encaravam Cabras – um tratamento algo humorístico do tema, mas ainda assim baseado em eventos reais.

Os Dois Pilares da Visão Remota

1. Alvos cegos. A pessoa que percebe não conhece o alvo a ser investigado. Ela recebe apenas uma referência de alvo – normalmente um identificador numérico aleatório – e deve perceber e descrever o alvo real utilizando exclusivamente a percepção extrassensorial. Isso elimina opiniões pré-formadas, expectativas e a ativação da imaginação com base em conhecimentos prévios. Quando não sabemos o que estamos observando, a mente não tem onde se fixar – e isso abre espaço para a percepção genuína.

2. Divisão de papéis. Existe uma separação clara entre o visualizador – que utiliza a percepção extrassensorial e recebe apenas a referência do alvo – e o monitor, responsável por conduzir a sessão. Essa divisão nasceu de uma descoberta importante: um dos maiores obstáculos à percepção extrassensorial eficaz é a ativação do pensamento analítico durante o ato de perceber. Se simplesmente nos permitirmos receber impressões de forma passiva, sem julgá-las, avaliá-las ou analisá-las internamente à medida que chegam, a qualidade da percepção aumenta de forma significativa. O papel do monitor é lidar com a camada analítica – mantendo a sessão estruturada e formulando perguntas neutras de esclarecimento – enquanto o visualizador se concentra inteiramente na recepção.

Quando o Alvo Revelou Ser Algo Completamente Diferente

À medida que as pesquisas sobre Visão Remota avançavam, algo inesperado começou a acontecer. Sessões que deveriam se concentrar em alvos materiais – um silos de mísseis inimigo, uma instalação militar – resultavam em encontros com algo completamente diferente. Seres luminosos apareciam aos visualizadores, aparentemente tentando chamar a atenção deles para algo que consideravam muito mais importante.

Imagine a confusão dos militares e dos próprios visualizadores: encarregados da vigilância de uma instalação física, e de repente se encontrando em contato com uma inteligência não física. Esses eventos desencadearam toda uma cadeia de pesquisas subsequentes que continua até os dias de hoje.

O que a Visão Remota Faz com Quem a Pratica

Uma pessoa que desenvolve a percepção extrassensorial por meio da Visão Remota não adquire apenas uma habilidade perceptiva útil. Ela deixa de pensar exclusivamente em termos de objetivos pessoais e metas externas, e passa a ver a realidade – e o seu lugar nela – de uma forma fundamentalmente mais ampla. A prática expande a consciência de forma silenciosa, desenvolve a intuição e tende a transformar a relação da pessoa consigo mesma e com o mundo ao seu redor.

A Visão Remota não é, no fim das contas, apenas uma ferramenta de pesquisa. É um dos caminhos mais confiáveis e cientificamente validados atualmente disponíveis para o desenvolvimento da percepção extrassensorial genuína – e de tudo o que a acompanha.

Jakub Qba Niegowski – Especialista em Desenvolvimento da Consciência Extrassensorial

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